mulher meditando sobre inteligência emocional
Carreira

Inteligência Emocional: como conquistar essa habilidade?

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Daphine Mardegan Costa
Daphine Mardegan Costa
23 de setembro de 2020
mulher meditando sobre inteligência emocional

Com certeza você já ouviu muitas vezes o termo “inteligência emocional”, mas será que o significado disso está realmente claro? Se alguém te pedisse para desenvolver essa habilidade na sua carreira, você saberia por onde começar?

Aqui falaremos um pouco sobre o que é a inteligência emocional, como desenvolvê-la, e claro: seus benefícios!

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional foi definida nos anos 90 como:

“A capacidade do indivíduo monitorar os sentimentos e as emoções dos outros e os seus, de discriminá-los e de utilizar essa informação para guiar o próprio pensamento e as ações” pelos psicólogos Peter Salovey e John D. Mayer.

Comparando ao conceito tradicional de inteligência ao qual estamos habituados, que mostra nossa capacidade de resolver problemas lógicos e racionais, a inteligência emocional diz respeito a compreensão das emoções e a como gerir e lidar com elas em busca de um resultado. 

As emoções têm mais influência no nosso comportamento do que imaginamos. Quando algo acontece, bom ou ruim, nosso lado emocional responde de prontidão, enquanto o lado racional processa e analisa os fatos, para enfim oferecer uma solução.

Os pilares da inteligência emocional

Desenvolver a inteligência emocional faz com que as respostas emocionais sejam muito mais rápidas que as racionais, e assumindo o controle desse fluxo, não ficamos à mercê dos sentimentos. Daniel Goleman define em seu livro “Inteligência Emocional: a teoria que redefine o que é ser inteligente” os pilares que sustentam o desenvolvimento dessa habilidade tão necessária para a vida: 

CONHECER AS PRÓPRIAS EMOÇÕES:

Reconhecer e saber nomear nossas emoções nos ajuda a tomar consciência de como nos sentimos e de como reagimos perante as situações, por exemplo, quando me sinto ansioso por ter que falar em público, é realmente ansiedade ou na verdade esconde o medo de rejeição ou fracasso? 

CONTROLAR AS EMOÇÕES:

Cada sentimento tem seu valor e significado, o que precisamos é saber dosá-los para que o sentimento seja proporcional à circunstância. Conciliar o lado emocional e racional do cérebro neutraliza as emoções negativas, deixando de produzir comportamentos destrutivos e potencializando as emoções positivas.

AUTOMOTIVAÇÃO:

Atingir metas  e definir limites de utilização de nossas capacidades mentais, nos conectar com nossos sentimentos, transformar intenção em ação, e tomar decisões sobre o que é mais importante para nós, torna-se algo mais fácil e objetivo do que voltar para padrões de comportamento  antigos, evitando conflitos internos.

EMPATIA:

Reconhecer as emoções nos outros e compreender o que o outro precisa ou deseja acaba garantindo relacionamentos mais eficazes no que diz respeito as interações interpessoais.

SOCIABILIDADE:

Da vida em família aos relacionamentos afetivos, passando pelo ambiente de trabalho, lidamos com pessoas, culturas, formas de pensar e atitudes diferentes todos os dias, construir relações mais positivas e saudáveis, transitar e se dar bem entre os grupos, cria um ambiente positivo ao nosso redor.

 Os benefícios desses pilares

Esse conjunto de capacidades não só nos ajuda a ter relações mais saudáveis com os outros, mas principalmente com os nossos próprios sentimentos. No contexto organizacional, proporciona realizar o autocontrole das próprias emoções e autogerenciar as relações, tornando o ambiente a nossa volta equilibrado e harmônico.  

Como desenvolver a inteligência emocional?

Para trabalhar a inteligência emocional não existe uma receita propriamente dita, do tipo “tomar consciência de si e vigiar-se para lidar com as adversidades da melhor maneira possível, obtendo assim os melhores resultados, mas com as técnicas a seguir é possível começar a desenvolver essa habilidade: 

1 – Observar e analisar o próprio comportamento; 

2 – Dominar as próprias emoções; 

3 – Aprender a trabalhar as emoções negativas; 

4 – Formular uma “resposta” em vez de “reagir”; 

5 – Conhecer os seus limites. 

 Conclusão

A inteligência emocional nos ajuda a construir relacionamentos sólidos, a aliviar o estresse, a ter maior tolerância e capacidade de resiliência, comunicar-se com eficácia, ter empatia com os outros, superar desafios, controlar impulsos, regular o estado de humor e neutralizar conflitos. Por conta de todos esses benefícios é considerada atualmente uma característica muito valorizada no ambiente profissional, que requer soluções inteligentes em meio a relacionamentos interpessoais, sejam eles competitivos ou colaborativos. 


Escrito por

Daphine Mardegan Costa
Daphine Mardegan Costa
Daphine Mardegan Costa atua como Analista de Testes na unidade de IT Services.

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