Startup Weekend Maringá Women

Minha experiência na 1ª StartupWeekend Maringá Women

Startup Weekend Maringá Women
Natalia Alves de Souza
11 de outubro de 2019
Startup Weekend Maringá Women

Nos dias 30, 31/08 e 01/09 aconteceu no Sebrae de Maringá, o 1º StartupWeekend Women impulsionado pela Techstars, com apoio do Google for Startups, da .CO e dos patrocinadores locais. Esse evento foi voltado para a imersão do público feminino no ecossistema de inovação e empreendedorismo e gente, foi demais! 

Antes de eu te contar como foi minha experiência, vamos falar um pouco de história: 

A Techstars é uma empresa de aceleração de startups que surgiu há cerca de 10 anos no Colorado/EUA. Ela, junto com seus parceiros, promove internacionalmente eventos como o StartupDigest, StartupWeek e StartupWeekend. No final de semana, outras 26 cidades do Brasil e do mundo também estavam sediando esses eventos. 

O modelo do evento StartupWeekend é simples: qualquer participante pode expor a sua ideia de startup e receber feedbacks dos outros participantes. Há uma votação e as equipes são formadas em torno das melhores ideias; a partir dessa formação, há cerca de 54 horas para a criação do modelo de negócio, validação, programação e design. O evento termina com o julgamento das equipes e a premiação dos melhores projetos. A ideia do StartupWeekend Women, é que ao menos 75% dos participantes sejam do sexo feminino; aqui em Maringá, esse número atingiu 90% dos participantes! #uhullmulherada 

O que eu aprendi lá? 

Projeto sendo feito durante o Startup Weekend Maringá Women
Fotos do evento que foram cedidas pela Gabriela Vivan e pela Luísa Marchiori. 

1) Momento de reflexão. 

Como o evento não era exclusivo para TI, tínhamos participantes de diversas áreas: nutrição, psicologia, arquitetura, direito, comércio, enfim. E foi nesse contato direto com esses profissionais, que eu percebi alguns de seus desafios, anseios e notei que há muitos GAP’s no mercado que ainda não havia observado. 

Sério mesmo. Há áreas muito carentes de atenção, principalmente áreas onde as pessoas não “nasceram com o DNA de TI”. Áreas como a da terceira idade ou adultos da geração analógica; a área de segurança para algum público específico (mulheres, LGBT’s) e soluções menos robustas para pequenos comércios que querem se modernizar. 

Ouvi diversos relatos de participantes que não usam alguns softwares populares por sentirem dificuldades no uso; pôr os considerarem lentos e por não sentirem uma conexão pessoal com o aplicativo/sistema. Foi comentado também a questão da complexidade de alguns aplicativos/sistemas devido as muitas funcionalidades que eles possuem e até o custo dessas soluções. 

Os motivos citados acima me fizeram pensar: Será que nós como profissionais de TI, estamos pensando na usabilidade do nosso produto? Em realmente satisfazer nosso cliente final e não apenas o nosso cliente-empresa? Será que estamos fazendo com que a tecnologia seja mesmo um aliado e não um inimigo? #reflita. 

Leia mais sobre User Experience (UX), Usabilidade e Acessibilidade em desenvolvimento de software. 

Leia mais sobre a geração analógica e os seus desafios. 

Startup Weekend Maringá Women
Fotos do evento que foram cedidas pela Gabriela Vivan e pela Luísa Marchiori. 

2) Um profissional de TI precisa muito desenvolver Soft Skills. 

Para quem não reconhece o termo Soft Skills, ele se refere as competências comportamentais; já o termo Hard Skills são as chamadas competências técnicas. Você pode ser um profissional excelente, mas sempre – repito, sempre – vai ter uma habilidade que você precisa aprender ou melhorar.  

No caso de TI, as habilidades não técnicas são essenciais para alcançar o melhor resultado possível. Habilidades de negociação, comunicação efetiva (sabendo explicar claramente termos técnicos para um público que geralmente não é seu público); inteligência emocional, autonomia, resiliência e um dos pilares de qualquer bom trabalho: a capacidade de saber trabalhar em equipe.  

Reconheço que falhei em alguns momentos, exatamente por ter lidado com cenário que não estou habituada, mas errar faz parte e reconhecer os erros servem para nos mostrar o que podemos melhorar. Então, não desenvolva apenas seu lado técnico; seja curioso para assuntos de “humanas” também! 😛 

Leia mais sobre as habilidades não técnicas

Startup Weekend Maringá Women
Fotos do evento que foram cedidas pela Gabriela Vivan e pela Luísa Marchiori. 

3) E aquele famoso networking, como faz? 

Uma das minhas colegas de equipe disse que nesses eventos você se redescobre. Você percebe seus limites, o que você não abre mão na hora de fazer um trabalho e o que você releva e negocia. Admito que fazer novas amizades cara a cara “não é meu forte”, mas ir foi a oportunidade de conhecer pessoas tão sensacionais, que fico feliz só de lembrar delas. Profissionais, engraçadas, dedicadas, parceiras mesmo. Só que eu quero te dizer que isso pode não acontecer contigo e tá tudo bem! 

As vezes participamos de eventos tão preocupados “fazer contatos”, que nos esquecemos de aproveitar o evento de verdade e de dar a devida atenção a quem realmente pode agregar algo em nossa vida ou carreira. Então assim: Participe dos eventos com a mente aberta, sendo você mesmo, reconhecendo seus limites, se desafiando e tendo disposição para aprender. Dessa forma, tenho certeza de que você vai aproveitar o máximo que conseguir! 

Fotos do evento que foram cedidas pela Gabriela Vivan e pela Luísa Marchiori. 

Conclusão: 

A comunidade tem muito a oferecer para todos nós, então se você tiver a oportunidade de participar de um evento assim, participe! Você enxerga visões diferentes do mundo e isso te torna um profissional melhor, mas principalmente, uma pessoa melhor. Deixo aqui meus parabéns a organização do evento! Tudo foi muito organizado, eles souberam lidar bem com os imprevistos e a escolha dos parceiros também foi “massa”, conforme dizia a Eveline Pontual, nossa mediadora. 

Sobre a autora

Natalia atua na área de Testes e Qualidade de Software há mais de 8 anos. Graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Centro Universitário Univel, com especialização em Gestão de Projetos e em Negócios Digitais pela Universidade Positivo; certificada CTFL pelo ISTQB. Atualmente faz parte da equipe DB1 Global Software, uma empresa do DB1 Group, atuando Analista de Testes.


Escrito por

Natalia Alves de Souza
Natalia atua na área de Testes e Qualidade de Software há mais de 08 anos. Graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Centro Universitário Univel, com especialização em Gestão de Projetos e em Negócios Digitais pela Universidade Positivo; certificada CTFL pelo ISTQB. Atualmente faz parte da equipe DB1 Global Software, uma empresa do DB1 Group, atuando Analista de Testes.

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