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Foto De Uma Mulher Trabalhando, Ilustrando Uma QA Aplicando Conhecimentos Da Certificação CTFL

Certificação CTFL: o impacto no dia a dia do QA

QA? Quem são? O que fazem? Como vivem? O que comem? Quem são?  E o que me levou a ser QA?

O termo tester ou QA – Quality Analyst/Quality Assurance tem como propósito garantir a qualidade de um software, seja ele um produto ou projeto. Os desafios encontrados no dia a dia de um QA se dão em assegurar a qualidade, isso envolve tarefas como análise de teste, estratégia de teste, análise de negócios, verificação da história de usuário, comunicação de riscos e defeitos, tomada de decisão, além de diversos tipos de teste tais como teste manual, regressão, automação, usabilidade, performance entre outros. Agora que tivemos o conhecimento sobre o significado e os desafios de um QA, vamos entender um pouquinho sobre como cheguei até essa área.  

Cursar análise e desenvolvimento de sistema foi a forma que encontrei de contribuir com a tecnologia. Quando cursava, me imaginava como uma desenvolvedora de software, mas logo que me formei, percebi que não me identificava com a área de programação. Entrei para o mercado de trabalho e tive meu primeiro emprego como suporte técnico, no qual atuei por nove meses.

Durante este período, aprendi muito e me interessei pela área de testes de software. Tendo esta área como foco, consegui meu segundo emprego e tive o primeiro contato com a área da qualidade, e foi aí que me encontrei profissionalmente, percebi o quanto eu gostava do que estava fazendo e o quanto isso fazia sentido para mim.

Ao atuar nesta área, pude visualizar diferentes caminhos e muitas oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento pessoal e profissional, o que me motivou mais ainda a continuar. Mesmo após terminar a faculdade, nunca parei de estudar – e pretendo continuar assim. Assim como Sócrates diz “Só sei que nada sei”, quanto mais estudo mais percebo o quanto ainda tenho a aprender. 

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Meu dia a dia como QA

O que fazem? 

Ao atuar como QA pude pôr em prática vários conceitos que já havia estudado, como metodologias ágeis e conceitos específicos da área. Na minha rotina trabalho com a criação de cenários de teste, verificação, validação, realização de teste funcional, teste unitário, teste de integração, teste de API, teste de carga, teste de regressão, teste de usabilidade, teste de segurança e ainda me dedico ao aprendizado de automação de teste. Além das tarefas como tester, tenho tido contato com a parte da gestão de projeto, onde fico responsável pela condução das cerimônias dos times. 

Como vivem? O que comem? 

Além disso, gosto muito de assistir séries, me informar sobre as novidades da tecnologia, cozinhar, fazer crochê, tirar um tempo pra mim e cuidar dos meus animais de estimação. 

Acho que vocês devem estar se perguntando “Beleza, mas e a CTFL?” Então, vamos lá, vou começar explicando o que é a CTFL e qual a sua importância. 

O que é CTFL?

A CTFL – Certified Tester Foundation Level é uma certificação elaborada pelo órgão International Software Testing Qualifications Board (ISTQB®), vale ressaltar que cada país possui um órgão específico responsável pela certificação, onde no Brasil temos o BSTQB – Brazilian Software Testing Qualifications Board. A CTFL é destinada ao público que possui contato direto ou indireto com teste de software. Pode ser prestado por testadores, engenheiros, analistas, gerentes de testes e pessoas que necessitam de um conhecimento em teste de software. O estudo para a certificação se dá através do Syllabus, documento oficial do órgão ISTQB. 

E qual a importância da CTFL?

É fundamental entender que o mercado de trabalho está cada vez mais buscando por profissionais capacitados em sua área, por meio disso possuir certificações se torna como um dos pré-requisitos para o currículo. A importância da CTFL é comprovar o conhecimento teórico sobre teste de software, incluindo todo o ciclo de vida de um desenvolvimento, do início ao fim, garantindo que o profissional possua capacitação para aquela determinada função, agregando valor para ambas as partes (para o profissional e para a empresa). 

Alguns objetivos da certificação através do Syllabus: 

  • Desenvolver um corpo comum internacional de compreensão e conhecimento sobre teste e terminologias através do syllabus e aumentar o nível de conhecimento sobre teste para todos os participantes; 
  • Promover o teste como uma profissão em mais países; 
  • Permitir o compartilhamento de conhecimentos e recursos entre os países; 
  • Prover o reconhecimento internacional de testadores e desta qualificação junto a participação de muitos países. 

Para maior conhecimento dos objetivos, recomendo acessar o site do BSTQB através deste link 

Mas por que devemos tirar uma certificação? Os benefícios de se ter uma certificação se dá pelo conhecimento da teoria do teste de software por trás das práticas realizadas no dia a dia, além de realizar a aplicação de novas práticas que podem te auxiliar na realização de alguns testes.  

 O impacto da CTFL na rotina de um QA:

O que isso muda na prática? 

Uma das consequências da CTFL é fornecer o conhecimento teórico das práticas de teste de software, capacitar, reconhecer, dar visibilidade ao teste como uma profissão e ampliar a perspectiva no mercado de trabalho, além dos testadores se manterem atualizados as informações sobre as técnicas de teste de software e obterem habilidades através de um código de ética. A certificação te faz pensar diferente, você deixa de enxergar o teste como um processo monótono e passar a ter uma visão mais assertiva e, assim, realizando testes que geram mais valor. 

O impacto da CTFL na vida do QA é colocar em prática o que foi aprendido na teoria. No meu dia a dia costumo relacionar o estudo teórico com minhas práticas no time em que atuo, usando desde o conceito do que é teste até a psicologia do teste. Um dos pontos que me chamou mais atenção e busco sempre utilizar é a psicologia do teste citado acima, segundo o Syllabus (2018), o viés de confirmação pode estar enraizado, dificultando o aceite do código errado, subentende-se que entender os fatores psicológicos é um dos pontos mais importantes ao repassar um cenário de defeito para um desenvolvedor.  

Outro fator que costumo considerar são os tipos de testes utilizados na hora de realizar as verificações e validações de um produto e/ou projeto. Cada sistema possui uma análise, um tipo de teste e uma ferramenta para executar, ou seja, colocando em prática os processos de teste. 

Segundo o Syllabus (2018), os processos de teste trazem as seguintes atividades e tarefas: 

  • Planejamento do teste; 
  • Monitoramento e controle do teste; 
  • Análise do teste; 
  • Modelagem do teste; 
  • Implementação do teste; 
  • Execução do teste; 
  • Conclusão do teste. 

Todos os processos de teste podem ser implementados juntos, por exemplo, em um desenvolvimento ágil de um projeto. Também visualizamos como é realizado todo o processo de um ciclo de desenvolvimento, desde um projeto em cascata até um projeto iterativo.  

E como pude relacionar o estudo com minha rotina? Vale ressaltar que é necessário destinar um tempo do seu dia para o estudo, o livro pode ser pequeno, mas requer dedicação para uma maior compreensão. 

Após compreender seus níveis, tipos, processos e ferramentas pude realizar os testes com mais eficiência e eficácia. Comecei a construir um roteiro, me planejar e seguir um gerenciamento que pudesse garantir uma maior qualidade. Também observei que após adotar essas práticas com base no meu estudo teórico, os defeitos encontramos no sistema foram detalhados de forma mais clara e simples, os testes mais complexos deixaram de ser mais trabalhosos, e a comunicação com o time passou a ser mais didática e compreensível. 

Como conciliar o trabalho do QA com a CTFL:

Estou certificado, e agora? Após tirar sua certificação, você passa a ter maior credibilidade, seu tempo passa a ser otimizado com as novas práticas, além de se enquadrar a padrões normativos de qualidade.  

Para finalizar, gostaria de recomendar o livro Syllabus do órgão ISTQB para um maior entendimento, onde são detalhados cada técnica específica de teste de software. Outro ponto importante a ser considerado é que um bom teste irá contribuir em um bom desenvolvimento, os defeitos serão rastreados e corrigidos antes do cliente, e o contato do usuário final será de satisfação com o produto. 

Com base em todo o estudo para a CTFL, pude compreender cada vez mais a minha função e como executá-la de forma que trouxessem resultados em um curto período. Inserir o estudo sobre teste de software despertou minha vontade de crescer em minha área profissional, agregando valor por onde passar. O que posso dizer? Sou uma amante por teste de software.  

E se você tem interesse de ingressar na área de QA, dá uma olhadinha no site do DB1 Group que temos diversas vagas abertas! 😊 

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Referências:

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Beatriz Lemes

Beatriz é formada em Análise e Desenvolvimento de Sistema com especialização em Engenharia de Software com Ênfase em Qualidade e Teste de Software. Iniciou sua carreira como suporte técnica e atualmente trabalha na unidade de IT Services na DB1, atuando como analista de teste, além de mexer com automação de testes, conduz as cerimônias dos times. Se interessa por assuntos como tecnologia, gestão de projetos, metodologias ágeis e trabalho em equipe.

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